Músicas boas que eu ouvi por aqui

A.k.a. “My music journal”.

A banda Tereza é absurda, eu gosto de todas as músicas deles e shows deles são demais e essa música é genial. Da letra simples até ao jeito que ela é cantada. Confesso que tive dificuldade de me acostumar com essa versão, mas viciei já.

Driving Music também é uma banda carioca, apesar de todas as músicas serem em inglês. Elas são muito bem escritas e muito bem executadas. A maior influência da banda é Wilco e isso só pode ser uma característica muito boa para qualquer banda! (Já que Wilco é foda pra caralho.)

Silva é o mais “brasileiro” dessas bandas. E essa música é super singela e difícil de não gostar.

Vi o Tomaz Lenz tocar essa música no show dos Varandistas e foi muito bom. É meio Placebo, mas é diferente. Queria até botar mais uma em português aqui (do Wado), não dá: Maze é incrível. E a história que me contaram é que o Tomaz Lenz tava sem grana no exterior e conseguiu, com essa música, juntar dinheiro pra voltar.

Ouçam! Comentem! Forever.
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ps.

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Boas músicas que eu ouvi

A.k.a. “Meu diário musical”

Não é muito meu estilo, mas merece crédito, a música é boa.

Tá, agora sim. Here we go magic é uma daquelas bandas que não faço a menor ideia de como conheci, mas conheci quando ela nem tinha página no wikipédia ainda. E que eu fico torcendo pra fazer muito sucesso, porque é uma banda muito boa. E é isso. É indiezinho, parece muita coisa mas não parece tanto assim com nada.

Sim, eu sei, sou um babaca, gosto de uma banda que não tem músicas no youtube. É lindo e eu gostei de primeira! Acho que a última vez que eu gostei algo de primeira foi Heroin do Velvet (mentira, não faz tanto tempo assim). O que importa é que amor musical a primeira vista deve ser recompensado.

Tá, fechei com Fiona porque ela é imbatível, sempre acerta, sempre destrói e se você não gostou de nenhuma música, a Fiona salva. Eu tenho não gostado de muita muita coisa, todas as bandas mais novas agora querem fazer músicas “summer sunny dreams” com um efeito instagram vintage e isso já encheu o saco (melhor exemplo: best coast). Por isso, Fiona.

Aceito sugestões, comentários ou qualquer coisa (sabe, é raro um comentário por essas bandas).
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ps:


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A primeira garota

(escrito num caderno de uma garota de 16 anos,
com a caligrafia de uma garota de 16 anos)

A primeira garota que eu amei
e a minha primeira boa banda favorita
eu conheci do mesmo jeito,
apertando botões pela imagem,
me decepcionando com música country,
até encontrá-la: a banda, a garota;
depois, fica aquela enorme dúvida
dançando no crânio “como eu nunca
tinha prestado atenção nela antes?”
Na banda, na menina, na música.

Mais pra frente a gente cansa
da canção, da tranquilidade,
e deixa aquilo de lado para
lembrar com saudade no futuro:
mas essa parte arruinaria o poema.

A primeira garota que eu amei
beijava de um jeito engraçado
e embora eu nunca tenha visto
seu corpo nu diante de mim,
eu sinto como se tivesse sentido,
depois, muito mais do que com
outras garotas que também
estão dispostas a arruinar o poema.

Ela tinha cabelo preto, comprido
mas não tão comprido assim
e se eu fechar os olhos agora
consigo enxergar os dedos dela
e um anel com signo dela nele,
mas então eu já arruinei tudo.
De novo.

Quando eu só queria dizer que
eu voltei a escutar Rogue Wave.

Na linha

 

  Objeto na linha. Há um objeto na linha. Você sabe o que isso significa. É claro, você está no metrô e tem um objeto na linha e você sabe que vai se atrasar, mas não é isso, você sabe disso e sabe o que isso significa, todo mundo sabe. Se não sabe é porque não quer saber.
  E então, você está no metrô e ouve isso e sabe o que é, mas é tudo diferente quando você presencia. Se tiver muita gente, ou se você estiver distraído, passa. Mas se acontecer do seu lado, não passa.
  Geralmente é de forma bastante discreta. Geralmente é uma pessoa discreta. E se você já ouviu “Há um objeto na linha” e pensou no atraso, eu vou te dizer: é mesmo só um atraso para a maioria. Ou “estatística” como as pessoas costumam dizer. Para mim, não foi isso.
  Ele estava vestindo uma camisa. Uma bem normal com uma calça jeans normal, quer dizer, seria: se ele tivesse menos de trinta. Mas ele tinha mais de quarenta e parecia um desses quarentões metido a “jovem”. Tudo bem por mim, não foi por isso que eu estava olhando para ele no momento.
  O cara parecia sério, é claro. E tinha fones de ouvido. Estava ouvindo uma música. Clássica. Não que eu entenda de Música Clássica, mas aquela, aquela eu conhecia. Não sabia dizer o nome, não importa, eu conhecia. Esse era o motivo d’eu não tirar os olhos dele. Nem um segundo.
  Eu estava logo atrás dele. Só a música, só a música lembrava minha mãe, mas nada, nada nele me lembrava ela. Só a música. E ainda assim eu lutava pra encontrar algo, algo dela nele. Só despertei do meu transe quando o som do Metrô começou a ecoar.
  Foi quando o cara pulou. Você sabe, na linha. Havia um objeto na linha. E eu vi tudo. Foi como se aquilo tivesse acontecido comigo. Uma parte do meu corpo foi massacrado e dilacerado. Eu não consegui descobrir que parte, mas nunca esqueci. Nunca esqueci.
  Depois todos subimos no metrô e a vida seguiu. Foi só um atraso. Pensei na minha mãe. Na música. Aquela música. Eu não sabia o nome.
– Eduardo, pára de chorar.
  Ela já tinha limpado a minha ferida e ardeu pra caramba. Depois passou uma pomada na minha testa e falou pra eu ficar deitado no sofá de casa. E eu fiquei lá, nem sentia mais dor e calei a boca com o nariz fungando. Assim, a única coisa que chegava a mim era a música. Só a música, aquela Clássica. E meio que relaxei.
  Depois acordei num susto com meu pai me segurando e minha mãe aplicando uma injeção na minha testa. Era anestesia: ela pegou agulha e linha e suturou o canto cortado da minha testa. Eu nem me lembro se chorei. Só lembro de estar no colo dela, da minha mãe, e ouvir:
– Vai passar, sempre passa.
  Na hora eu acreditei, mas a verdade é que nem tudo passa. A música continua, a música do homem do metrô, a música da minha mãe, aquela mesma música. Enquanto estações ficam pra trás, acho que a música nunca vai passar.
  E eu tento, com todas as minhas forças, andar na linha. Vou a festas de família. Trabalho, ganho salário, compro chocolate, xingo políticos, jogo futebol de vez em quando. Não digo o que eu sinto de verdade às vezes. Ainda assim… Ainda assim eu tenho esses sonhos estranhos. É verdade, eu tento andar na linha, o problema é que a linha é uma corda bamba e o mundo, um vendaval.

 

Sérieuse Affair

  


 
 
Je pense toujours à nous
Chacun dans sans coin
Perdus dans la ville nue
Trompés d’amour
Une nuit d’été
Ah, c’est bon, c’est bon
Sous la lune
Seuls, sans rien faire
Toi e moi nous sommes une…

Sérieuse affaire
On écoute un bolero
Dose double
Des romantiques de cuba-libre
Croque-monsieur
Sandwich de gens

[Letuce – Sérieuse Affair]