Sad giants

We are giants; We move slow; We calculate,
overcalculate—
A close distance of half the earth—
It is hard, we move slow, it is sad, we are sad—
We are exactly where we need to be—
Moving slowly, watching each other with desire,
tenderness—
We are giants, huge giants, bigger than could be—
Our skins have its scars and its cracks and it lacks
hope—
We breathe slowly and slowly die,
We keep on calculating—
We want so badly to kiss,
We want so badly to kiss each other
and still, We are afraid of what our lips may ruin
this time.
 

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Cidades estranhas

  Flutua o luminoso traço memorial, no mais profundo escuro da calma, escoa agudo numa música natural que toca o cantinho da alma. Brilha bem branco como o branco mais branco e bonito da neve (feita de tecnologia rgb, que ambos lembramos eu e você). A mente metamorfoseia e marcha manca, mas mansa.
  É uma estrada; possui um vazio quase mais leve que a neve, quase mais leve que o nada: um vazio de criança despreocupada. A pele sente um sentimento amplo e o que se vê é um campo, uma bola, uma boneca, um beijo na testa no fim da festa de aniversário.
  Voa a coruja ilusória pra outro lugar, o porém fica porém e também o gosto da memória de agosto que não viveu nenhum rapaz, porque não aconteceu ou ninguém lembra mais.
  Cansado e sem coração, a canção recria o corpo, carrega a pedra no meio do caminho. A estrada se desenrola diante de minhas pupilas. Meus olhos são machucados pela luz incerta e abrem como uma mente aberta. Um carro veloz corta correndo feroz essa mente minha, ou aquela que eu tinha, e vem vindo em minha direção.
  Paralizado, eu não tenho certeza se é um sonho.