a guerra

a porta
nos ombros.
//a memória engana;
//o corpo se renova;
//a mente trapaceia;
o vizinho
me emprestava açúcar;
//reclama dos passos;
//critica minhas cores;
//grita na janela;
alguns
morrem.
//nós os parabenizamos;
//mandamos cartões;
//eles tomam o tiro;
um seio,
alguns dedos.
/não existe a pausa;
//a consciência corre
///como sangue derramado
////e precisamos de mais
e
mais
e mais
e mais e mais:
o pulso, os pulsos,
o vizinho, a amante,
a frentista, o carteiro,
mais, e mais, o inimigo,
mas mais movimento, bem mais:
nós precisamos de algo que acompanhe
nosso corpo nossa alma nossa luta
que seja dentro e fora e
ultrapasse a pele
(…)
/

a alma
pesa e sangra:
quando abrir a porta
pra onde ela vai dar?
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