4 am

não consigo dormir:
a esta hora,
já as verdades
são trêmulas.
o desejo é necessário;
há de, no mínimo, desejar-se
um copo d’água.
o meu norte é o caos —
a chama me chama:
a chama que ilumina
fracamente
a escuridão
me chama;
eu, seduzido,
me queimo.

não consigo dormir;
já a dor que me mata
é prazer
e o prazer que me mata
é dor
inescapável
que teima em não se decidir;
que queima e treme
e ilumina fracamente
o corredor;
a noite é bela, violenta,
aterrorizante —
o que não se vê está lá
mas o que não está
também não se vê.
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