Apenas

por Danilo Crespo e Pedro Lopes

Quando acordei
Não te vi do outro lado
E pensei
Se o colchão tinha
Me engolido,
Sozinho.

O quarto era glacial
Nosso inverno no ar
condicionado
A boca seca por água
O corpo seco e
Sozinho.

Me perguntei se
Levantar era preciso
E sempre é.
Vi penas no lençol
E chão

Impulso; colisão
Meu corpo esvaiu-se
da física
e levantando,
eu já estava caído.

Quando caí em
Mim, foi você que vi.
E não havia vidro
Espelho?
Nenhum caco de nós
Ou ontem

E te toquei
Como quem toca
banjo;
lentamente ressoamos
parede afora

O vizinho sequer
Reclamou.
Surdo,
Foi absurdo o
Nosso som

E sem regra
sem refrão
a gente cantou junto
uma só
canção.

Mas, sabe quando
O microfone falha
E a segunda voz
Assume. Apenas
Repito: há penas

No chão, na cama,
Em todo o lugar,
Se procuro,
há mais
e se encontro
amor

a televisão
ligada, me diz
que o sono me venceu.

E
insiste em mostrar
que você
acordou
sem dormir

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