verão

Antes da chuva,
sou nada, ou menos ainda.
Acho que vou atrasar,
talvez chegue cedo;
depende do trânsito,
depende do medo —
vê se me espera,
ou pelo menos tenta:
Eu sei que a tristeza
nunca alimenta.

Já na chuva,
o momento chave:
que ela molhe,
que ela lave.
O perdão não prevejo —
A gratidão é certa.
No chão, finco uma raíz
recém-descoberta.

Depois da chuva,
vem o que desconheço —
e no final,
sou apenas o descomeço.
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