Decolores

de poesia;
de mulheres e o que realmente se passa na cabeça de um poeta;
criam cada mundo próprio,
criam cada sentimento de fora do resto do mundo.

saber a dor
que a agulha num disco do alan parsons project
causa na garganta de um homem sedento
por uma cachaça roxa do maranhão.

que o amor só existe quando estamos bêbados discutindo no bar,
fora de lá não há nada semelhante nem razão;

ver através das brasas dos cigarros
através do sonho acordado
dos olhos de homens com uma maldição
– nós todos.

que não há graça num sutiã intacto
nem na linha reta que se perde na bruma;
saboreiam a noite fria como se fosse gurjão de frango.

transformar um espelho em patíbulo;
o carrasco em amante
e a execução em sangue e mágica.

a única pena suja de tinta
que pinta amor
pinta o amor sujo,
onírico
e rebuscado
do caderno amassado, surrado, esquecido.

nos ternos pretos
vagando pela noite
um poste solitário ilumina
alguns escritores de verdade,

(obrigado).

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One comment

  1. Pedro Lopes · Janeiro 5, 2014

    (de nada, mas quem agradece somos nós)

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