Nariz queimado

Como se fosse um fósforo nos tempos quase incontáveis que precedem o seu incêndio.
  Queria dar um beijo no nariz dela. Mas não era isso. Ela não queria beijos no nariz, nem algo que se assemelhasse com amor. Talvez algo que se assemelhasse com amor. Mas de longe. E um conceito diferente do meu.
  Disse que era um mágico.
— Que mágica você faz? — ela perguntou.
— Transformo sorte em azar.
— E azar em sorte?
— Depende do meu humor.
  Mas não importa. É só ilusão.
  O nariz ficou pressionado contra o dorso nu, preso numa tentativa de respirar carne.

[11/2012]

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One comment

  1. Anonymous · Novembro 23, 2012

    Interessante. Belos textos.

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