Dia da puta

 

  Dormi com a puta. A minha namorada viajou sem me convidar. Fiquei puto. Eu não iria, mas fiquei puto. Faz três semanas já. Punheta gasta muito a imaginação. Há muito não mudava o cardápio, por isso a decisão. Escolhi uma que tinha cara de que gostava de conversar, porque no fundo, não tinha certeza se era isso mesmo que eu queria.
  O nome dela era Fabíola. Corpo padrão mulher carioca zona sul. Uma delícia. Mas não falava. Estava ali esperando minhas ordens para cumprir a tarefa e seguir o trabalho.
  Ela tinha um ar de garota nova, não sei a idade, mas chuto entre 19 e 23, no máximo. E de repente estava deitado beijando carinhosamente uma puta. Ela refez as considerações iniciais e, ao invés do silêncio, desta vez eu fiz as minhas: que fechasse os olhos e nada mais; poderia sorrir ou gemer. A minha vontade era simplesmente vê-la gozar, pela minha boca, pelo meu pau.
  No começo ela achou esquisito, disse, mas como o pagante era eu, obedeceu, sua tarefa constante. E sorrindo de olhos fechados, permitiu-se um esboço de gemido.
  Por fim, encontrei seu bilhete: “Moço, foi uma transa atípica, nem boa, nem ruim. E lembre-se que esse é meu nome de trabalho”.

 

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