Os beijos deles deveriam

   
Não conseguem merecer
ou achar que merecem
os beijos deles voam
tão estáticos quanto
um solo de guitarra
partem fantasmas
por muitos, por todos
atingem alvos inimagináveis
e são sentidos só pelo cheiro
na forma de uma lembrança
que não aconteceu.

Cada beijo chama outro
numa ilusão de infinitude
porém diante da frieza
do cotidiano
ou do medo exacerbado através
do calor em excesso
os beijos que voam fantasmas
como borboletas incandescentes
desvanecem em cinzas
invisíveis ao olho vestido
e ao coração engendrado.
  

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One comment

  1. Jaynne · Fevereiro 7, 2011

    Me fez flutuar, esse poema!
    Ótima semana!
    Bjss.

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