25 centavos

 
Uma moeda vira
inúmeras vezes no ar,
até cair sobre
uma superfície que a defina:
cara ou coroa.

Você pega um punhado de memórias
faz o caos desabar
por todos os lados.

É pra me punir?
Eu desligo na sua cara.
Você teve suas chances.
Sobre as trilhas e caminhos.
Descansando, eu não me mexo.

Distantes, nós deslizamos
para o mesmo comodo,
um container apertado,
apertando eu contra você.
O despertador explode
a gente pra fora dali.

O seu sol de queimar olhares
e esquentar o polo sul
continua no céu
quando eu grito – vem,
vem se molhar, chove.

É pra me punir? A porta.
Através do feixe de luz
eu quero a colisão, agora.
A maçaneta sempre gelada.
A ampulheta cospe o tempo
e eu ainda me sinto parado
– mas contigo, nunca estou.

Nós saímos da sala,
deixando nossas idéias discutindo
enquanto procuramos algo majestoso
nas nossas vidas.

NO quarto,
nosso amor segue
em queda livre
na velocidade da sorte.
Sente o frio na barriga
sem achar superfície.

Tento parar a moeda –
Você me beija,
arranca um naco da minha paz.
Tudo em vão.

É pra me punir?
Eu poderia te levar lá,
mas você nunca me diz
onde quer chegar.
 

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2 comments

  1. Pingback: Tweets that mention 25 centavos | Doce Declínio -- Topsy.com
  2. vörös · Janeiro 24, 2011

    Bravo!

    Gosto dessas suas Poesias que dançam…

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