O Segurança do mês

 

  Olhou aquela rua como sempre fizera. Scanneou as pessoas como fora treinado. Fixou sua atenção das figuras de risco, ajeitou o coldre enquanto passara o rádio. Sempre sem se mexer ou externar sentimentos.
  Os movimentos cada vez mais escassos.A eficiência cada vez crescente. Nenhum ladrão, pilantra ou estelionatário fugia do radar do homem-armário. No seu passeio negro e sapato engraxado.
  Sem ninguém para lhe guardar ou ao menos sorrir. Ou para lhe abraçar, ou ao menos ouvir. Um olho para olhar, um colo para dormir.
  Tornou-se tão petrificado como a carrara da fachada. Perdeu os olhos, a pele e o cabelo ralo. O crachá caiu por não prender-se num peito. Seu coração palpita agora como o relógio da fábrica.

 

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One comment

  1. Nina Sö · Janeiro 31, 2011

    Gostei.
    Geométrico.

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