Doçura

  
…Você resmungou que faltava doçura,
– Estou cheia de reticências dos meus lados.
Mas a verdade, é coisa irônica e obscura:
Esses pontinhos são morangos disfarçados…!
 

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7 comments

  1. sunflower · Novembro 30, 2010

    Acho que meu diploma em chatice com honra ao mérito jaz no fato de eu ser única pessoa do mundo inteiro a detestar reticências. Sério, sério se existesse um documento que atestasse isso, eu o teria. Até meu etcetera só tem um ponto.

    Culpo ter assistido muito Dawson’s Creek na minha adolecência, foram anos de:

    I don’t want to to wait for our lives to be over,
    I want to know RIGHT NOW what will it be
    I don’t want to wait for our lives to be over,
    Will it be yes or will it be…sorry?

    • J.D. Crespo · Novembro 30, 2010

      Hahaha, então esse texto é especialmente pra você!

      E eu até entendo, mas não culpe Dawson’s Creek, era legal, eu era bem novo, aprendi algumas coisas vendo, detalhes às vezes pouco importantes na história que eu me lembro até hoje!

      Dawson’s Creek é uma das minhas (muitas) influências não literárias.

  2. Ingrid Crespo · Dezembro 2, 2010

    hahahahahah graças a mim q meio q te obrigava a ver né? Adorei esse texto… queria q todas as reticências fossem morangos… comia TUDO!

  3. Alvarêz Dewïzqe · Dezembro 2, 2010

    boa! morango para elas.

  4. maracuja · Dezembro 2, 2010

    O sentido normal das palavras não faz bem ao poema.
    Há que se dar um gosto incasto aos termos.
    Haver com eles um relacionamento voluptuoso.
    Talvez corrompê-los até a quimera.
    Escurecer as relações entre os termos em vez de aclará-los.
    Não existir mais rei nem regências.
    Uma certa luxúria com a liberdade convém.

  5. maracuja · Dezembro 2, 2010

    Eu sou o medo da lucidez
    Choveu na palavra onde eu estava.
    Eu via a natureza como quem a veste.
    Eu me fechava com espumas.
    Formigas vesúvias dormiam por baixo de trampas.
    Peguei umas idéias com as mãos – como a peixes.
    Nem era muito que eu me arrumasse por versos.
    Aquele arame do horizonte
    Que separava o morro do céu estava rubro.
    Um rengo estacionou entre duas frases.
    Uma descor
    Quase uma ilação do branco.
    Tinha um palor atormentado a hora.
    O pato dejetava liquidamente ali.

    Manoel, o que era de barros.

  6. Lívia Inácio · Maio 6, 2012

    só espero que não sejam morangos verdes rs

    beijo

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