chuva apenas

  
a chuva descansa.
dois corpos molhados,
um casal deve se beijar
no meio da chuva fina.

talvez eu; tudo errado.
diante do gelo dos
meus olhos agressivos
mantenha a chuva,
só a chuva.

o sussurro das escadas
são palavras bonitas,
deve ter gente
aos beijos numa saleta.

qualquer som desaparece
é tão fácil falar disso.
ouço que escrevo muito
sobre morte ou matar
e quero matar mais vezes.

observando apenas
sua pele queimada.
a respiração embaça
meus pensamentos frágeis.

a música quebra o silêncio
nossas incógnitas
explodem no céu
como fogos de artifício.

uma pessoa desatenta
não percebe que
não se trata de amor
que nem mesmo o amor
se trata de amor.

quando eu te matar,
leva o meu conforto
para qualquer outro lugar,
eu vou morrer também.

sou o que trabalha
apenas com certezas
tão mais certo sou eu
de que até a morte é incerta.
 

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