Constante

 
Na fotografia estamos o caos.
Uma confusão pela velocidade
com que tudo se destrói e remonta.

Ouvir isso de gente maluca:
Eu serei sua luz azul;
Nunca mentiria para você.
Eu te contei sobre a rua e
os meus problemas e vergonhas.

Nós nos perdemos por entre
gigantes, dostoiévski, slovênia
e também o grande Noel Rosa.

Eu seria tudo isso:
uma memória assim,
que não se confia.

Eu seria tudo isso, eu seria sua luz azul.
Girando com gente importante
no meio das cervejas e barulho.
Eu seria tudo, seria tudo isso
agora e nos próximos dez minutos.

Ouvir isso de mim não conta,
não vale quando eu digo.
Porque talvez tudo isso de agora
não sejam seus sonhos daqui a um ano.

E então nós poderíamos nos perder
andando entre futuro e passado,
sem se encontrar outra vez.

(o silêncio de um suspiro solitário)

Pelo menos, eu já parei de me importar
Você é muito superior, você é boa.
Eu nado no meu coração aberto.
Sem rumo, acho que já me afoguei.
 

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3 comments

  1. Lívia · Novembro 1, 2010

    Tanto sentimento nos contagia com tanta facilidade…

  2. José Filho · Novembro 2, 2010

    Numa toada medieval, sinto a dança de um coração em uma só nota, o amor multicolorido reduzido à esperança e à resignação. É muito bom olhar para a própria alma durante um dia nublado.

    • Pavor Nocturnus · Novembro 2, 2010

      Seu comentário é mais concreto que o texto, você entendeu perfeitamente: eu estava pensando de verdade num dia nublado. Outras palavras não fariam um sentido que encaixasse tão bem.

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