A arte incerta de ser

  
Tem dia que é da caça
e tem dia do destino certo.
Um dia isso passa,
no outro é futuro aberto.

Tem dia que é do caçador
e tem dia do herói.
Há também o dia do impostor,
tem dia que até dói.

Tem dia que é página em branco,
Tem dia que as palavras fluem.
Muitas vezes é difícil: as arranco!
Ou nascem esparsas como nuvem.

Até o velho ranzinza sorri um dia,
no outro o sorriso é andar de bicicleta.
Tem dia que a gente vê poesia,
tem dia que a gente é poeta.
 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s