Paredes

  
Paredes, cai a tinta, vem a vida
O sol das 10 da manhã
Não faz sentido, mas é bonito
Como teu dedo na minha garganta
A sua voz no repeat, cantando
Você não queria que eu te deixasse,
que eu te deixasse ir embora assim.

Tudo estava morto na casa.
Restam as máquinas geladas,
ofegantes, entrelaçadas por hera
A chuva em frestas e espaço abertos
O sol dando um ar de final feliz
À verdadeira sensualidade do final.

Se tinha algo lá dentro que você queria,
virou parte da mídia, da atmosfera, do lugar
Das paredes seus sussurros,
Pare com isso, pare com isso:
Pode dizer em voz alta,
ninguém liga mais,
eu estou bem,
eu estou bem,
olhe a nossa volta,
eu vou ficar bem.
  

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2 comments

  1. Ana · Outubro 13, 2010

    vou te adicionar nos favoritos e voltar a ler,prometo

    • J.D. Crespo · Outubro 13, 2010

      não me faça promessas em ano de eleição! eu não acredito!
      mas volte sempre Ana! Aliás, recomendo ler textos antigos, porque eu to terminando de fazer meu livro e tá tudo meio parado por aqui… E você provavelmente não lerá isto, mas enfim, volte sempre!

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