Um é pouco. Dois é bom pra caralho!

 

  Estudar cinema implica em se dedicar. E uma das coisas necessárias para quem quer saber mais sobre filmes é ter paciência para rever filmes. Existem outros exercícios como decupagem, mas, isso é só para os loucos como eu. Bem vamos falar do pq eu escrevi isso. Eu revi nesse final de semana “A ilha do medo” de Martin “o sinistro” Scorsese. É incrível como esse filme foi capaz de me emocionar de uma maneira distinta do que a primeira vez que o vi – poucos dias atrás.

  O filme é uma aula em diversos quesitos. A fotografia é linda e inteligente. Robert Richardson*, o fotografo, é um dos grandes mestres da luz cinematográfica contemporânea. Somente esses grandes mestres fazem valer a máxima de que a película é superior ao digital. E nesse caso de “Ilha do medo” chega ser covardia, já que é utilizada uma película de 70 mm, a definição de algumas cenas é surreal. A palheta de cores não só contribui na atmosfera, mas também ajuda na narrativa (atenção nos figurinos). Os movimentos de câmeras e os enquadramentos do Scorsese dispensam comentários. Ele nos coloca dentro da ilha.

  Um quesito que gostaria de frisar e que normalmente não discuto é a atuação. O trabalho do Leonardo DiCaprio ganhou uma força descomunal quando vi o filme pela segunda vez. As cenas dele com a mulher são fantásticas e só consegui ver a complexidade do trabalho dele quando descobri a real “motivação” do personagem, ou seja, a famosa moral da história. Ele chega ao tom correto do sentimento que o move.

  Continuando na análise. O roteiro é lindo. Dizem que ao ler pela primeira vez o texto Martin Scorsese chorou. A história não é simplesmente algo bem bolado e surpreendente (que muitos cinéfilos gostam de se gabar falando que descobriram o final do filme no meio). O filme vai além, vai falar de algo que nunca vamos cansar de discutir e aprender. Enfim, não posso me aprofundar nos comentários sobre a beleza do roteiro pq senão irei revelar muito sobre o mesmo. Só posso falar que é tudo muito bem elaborado e estruturado. É um filme bom de ver, você o aceita.

  Então, vejam e revejam esse ótimo filme. Beijonabatatadaperna!

*olha que Robert Richardson nem está entre meus diretores de fotografia preferidos.

 

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