Molduras

 
Era um quadro.

Nos olhos da maioria,
uma pintura qualquer.
Nos olhos de quem sabia,
uma obra de arte.

Nos olhos de quem o entendia,
isto é, uma jovem de 23 anos
e ninguém mais,
ninguém mesmo,

nos olhos dela,
Ah, nos olhos dela…
Era diferente.
Nos olhos dela…

Não era um quadro.

Nos olhos dela a tela gritava
e despertava impulsos.
Nos olhos dela,
aquele quadro…

Aquele quadro rimava.
Incitava a poesia do sorriso.
Crescia, se espalhava…
Pelas paredes, o piso….

E gritava, o quadro:
Para os olhos da menina
Dos dedos de um sujeito magro.
Gritava como nitroglicerina.

Gritava com autoridade,

gritava sem ser piegas:
as molduras devem ser
quebradas sem piedade
como se fossem regras.
 

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