Av. Rio Branco

  

  De passar a mão na sua nuca, meus dedos guardaram seu perfume. Com o cheiro, a memória surgiu rapidamente. Barba curta, covinhas tímidas e o cabelo bagunçado, daquele forte vento de beira mar. As recordações tomam formas cada vez mais nítidas. Sons. Cheiro e tato… Abro os olhos. Onde estou. Buzinas, pessoas, freiadas. O sinal fechou e o homenzinho verde voltou a brilhar no quadrado. Eu tenho uma faixa listrada inteira pra cruzar em dez segundos, nove, oito, sete… As recordações voltam pro bolso. Nos sonhos, o saquinho de memórias voltará a ser aberto.

 

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3 comments

  1. Binha · Janeiro 3, 2010

    Nossa, que texto lindo! Obrigada por compartilhá-lo! =D

    • Nina Sö · Janeiro 4, 2010

      Olá!
      Agradeço a leitura e o elogio, mais ainda! =)

  2. Bella · Janeiro 6, 2010

    Isso acontece comigo frequentemente…
    Adorei o texto!

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